sábado, 31 de maio de 2014

Depois Daquele Baile







Ontem assisti mais uma vez o filme “Depois daquele baile”, esse foi o último filmeque de fato me emocionou, antes dele só o filme “Sempre ao seu Lado”, onde o cachorro passa anos em frente a uma estação de trem, esperando seu dono que tinha morrido.  Tenho certeza que aquele cachorro é melhor ator, que 80% do elenco da Malhção.

Voltando a falar sobre o filme , nele retrato algo paradoxal nos dias de hoje, que é esperar por mais de 30 anos, por um amor. Hoje em dia os amores são frivolos até demais, em uma semana encontramos o amor de nossas vidas, duas semanas depois, já estamos a procura de um novo amor.

O filme tem como pano de fundo, um triangulo amoroso na terceira idade, onde Freitas, (Lima Duarte) e Otávio (Marcos Caruso), disputam o coração de Dóris, personagem interpretado por Irene Ravache, que cuida de uma pensão, e tem como clientes mais assíduos, os dois galanteadores da melhor idade.

No filme mostra que a timidez de Otávio, e o fato de não saber dançar e nem lidar com o sexo feminino, fez com que guardasse um amor de 30 anos só para si, o grande amor que conheceu em um baile de carnaval, e que por obra do destino reapareceu 30 anos depois. Otávio tenta faze-la se recordar daquele último baile, para enfim saciar seu amor não correspondido.

Dóris é alegre, cheia de vida,  Otávio é preso ao passado e Freitas só se importa com o futuro, é pra frente que se anda, como fala repetidas vezes durante a película.
O filme é leve e emocionante ao mesmo tempo, um filme bélissimo , onde o amor, a saudade e a amizade criam laços, e se confundem no meio da história. 

“Depois daquele baile”, é um filme reflexivo, muitas vezes deixamos de nos declarar, de falar sobre o que sentimos e acabamos deixar o baile acabar, e ficamos apenas com a lembrança daquilo que poderíamos ter vivido. Seja por medo, insegurança, ou por medo de sofrermos uma desilusão.

Muitas vezes deixamos o baile acabar, pelo medo de nos machucarmos, devido as tormentas vividas no passado, e todos nós estamos sujeitos a sofrer, quando buscamos a felicidade maior, é a lei da vida
Renato russo disse certa vez “Que se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento”, uma frase piegas, mas que tem seu fundo de verdade. Por isso, não podemos deixar o último baile acabar.


PS. Gostaria de agradecer a minha amiga e assidua leitora, Carolina Rebeca... Essa crônica a dedicada a ela, e a seu apoio.


Autoria

Kadan Cordeiro
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