terça-feira, 18 de outubro de 2016

"Sim"



Eu queria ouvir um "não"
Mas sem misericórdia, sem constrangimento
sem um pingo de temor, ela disse "Sim"
Categórico e incisivo "Sim"
Repetiu mais 3 vezes "Sim", para que não houvessem duvidas
Tinha esperança de ouvir ao menos uma vez um "Não"
Ou quem sabe um "Talvez", "quem sabe",
Uma duvida qualquer
Mas não! Não titubeou nenhuma vez, e disse "Sim", com uma certeza abissal
O chão se abriu, meus olhos se arregalaram,
A saliva secou, dos lábios meus, não se pronunciou uma silaba sequer
O silencio se fez presente para todo o sempre !
Meu coração sangrou, como a muito não sangrava
Já nem lembrava que tinha coração
Está com outro? "Sim"
Está apaixonada? "Sim"
Já me esqueceu? "Sim"

sábado, 31 de maio de 2014

Depois Daquele Baile







Ontem assisti mais uma vez o filme “Depois daquele baile”, esse foi o último filmeque de fato me emocionou, antes dele só o filme “Sempre ao seu Lado”, onde o cachorro passa anos em frente a uma estação de trem, esperando seu dono que tinha morrido.  Tenho certeza que aquele cachorro é melhor ator, que 80% do elenco da Malhção.

Voltando a falar sobre o filme , nele retrato algo paradoxal nos dias de hoje, que é esperar por mais de 30 anos, por um amor. Hoje em dia os amores são frivolos até demais, em uma semana encontramos o amor de nossas vidas, duas semanas depois, já estamos a procura de um novo amor.

O filme tem como pano de fundo, um triangulo amoroso na terceira idade, onde Freitas, (Lima Duarte) e Otávio (Marcos Caruso), disputam o coração de Dóris, personagem interpretado por Irene Ravache, que cuida de uma pensão, e tem como clientes mais assíduos, os dois galanteadores da melhor idade.

No filme mostra que a timidez de Otávio, e o fato de não saber dançar e nem lidar com o sexo feminino, fez com que guardasse um amor de 30 anos só para si, o grande amor que conheceu em um baile de carnaval, e que por obra do destino reapareceu 30 anos depois. Otávio tenta faze-la se recordar daquele último baile, para enfim saciar seu amor não correspondido.

Dóris é alegre, cheia de vida,  Otávio é preso ao passado e Freitas só se importa com o futuro, é pra frente que se anda, como fala repetidas vezes durante a película.
O filme é leve e emocionante ao mesmo tempo, um filme bélissimo , onde o amor, a saudade e a amizade criam laços, e se confundem no meio da história. 

“Depois daquele baile”, é um filme reflexivo, muitas vezes deixamos de nos declarar, de falar sobre o que sentimos e acabamos deixar o baile acabar, e ficamos apenas com a lembrança daquilo que poderíamos ter vivido. Seja por medo, insegurança, ou por medo de sofrermos uma desilusão.

Muitas vezes deixamos o baile acabar, pelo medo de nos machucarmos, devido as tormentas vividas no passado, e todos nós estamos sujeitos a sofrer, quando buscamos a felicidade maior, é a lei da vida
Renato russo disse certa vez “Que se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento”, uma frase piegas, mas que tem seu fundo de verdade. Por isso, não podemos deixar o último baile acabar.


PS. Gostaria de agradecer a minha amiga e assidua leitora, Carolina Rebeca... Essa crônica a dedicada a ela, e a seu apoio.


Autoria

Kadan Cordeiro
Resto do Post

sábado, 23 de abril de 2011

A Filosofia do Gênero Animal

A tartaruga de duro casco de muita idade e grande sabedoria andava com seu passo vagaroso pela floresta, um passo de quem não tem pressa, devido aos longos anos de vida.

A tartaruga parou para descansar, debaixo de uma grande árvore. Enquanto descansava, observou o bicho preguiça deitado em um galho no alto de uma árvore. Por certo o bicho preguiça estava dormindo, porém foi acordado pelo macaco, que pulava de galho em galho.

- Espero que uma cobra possa subir nessa árvore e que faça você, o seu almoço. – Disse o bicho preguiça.

- Vire essa boca para lá bicho preguiça – respondeu rispidamente o pequeno macaco

- Não sei por qual motivo pelo qual vocês pulam tanto, me canso só de ver vocês pulando.

- E eu não entendo qual a graça de viver deitado em um galho. Faz quantos anos que você não desce dessa árvore?
Enquanto o bicho preguiça e o macaco brigavam, a tartaruga se aproximou da árvore da discórdia.

- Não adianta discutir sobre a razão do gênero animal – Interrompeu a discussão a tartaruga - Cada animal é único em sua essência e na forma de ser. Todo animal tem o seu espírito, seja esse animal dos ares, dos mares, rios ou da terra. Seja animal que caminhe sob quatro patas ou sob duas patas.

- Com certeza a cobra não tem esse espírito que você diz – Queixou-se o macaco, do fato da cobra sempre comer algum macaco.

- Os macacos não podem falar muita coisa, pois os macacos comem os pequenos sapos, além dos caramujos – comentou o bicho preguiça, que não tinha pressa alguma, e que só comia as folhas que suas patas alcançavam.

- Mas os caramujos não têm espírito – Respondeu o determinado macaco

- E quem disse que não temos espírito? – perguntou o caramujo que por ali passava.

- Duvido muito que os insetos possuem algum espírito, ainda mais os caramujos.

- Nós temos sim um espírito – continuou o pequeno caramujo - temos uma alma que nos acompanha, não é pelo fato de pertencer à raça dos insetos, que minha alma é inferior em relação à alma de qualquer outro animal, principalmente em relação aos macacos que comem caramujos.

O caramujo era prudente assim como a tartaruga, pois fazia questão de levar sua morada nas costas. O caramujo passava o dia observando outros animais de menos espírito, de acordo com seu julgamento.

- Falando em ter mais ou menos espírito, fez com que eu recorda-se de um animal, que acredito que vocês não conheçam. Algum de vocês conhece o animal que caminha sob duas patas, que se chama Homem? – Perguntou a tartaruga

Todos negaram tal conhecimento, e desconheceram qualquer animal, que tivesse tal equilíbrio para se firmar em duas patas.

- Meu tio que tinha quase todas as respostas e que tinha conhecido muitas terras, disse ter conhecido uma espécie de animal, que se chamava homem. E essa espécie de animal, eram possuidores de grande espírito, pois não se alimentavam de outros animais, só comiam o que brotasse da terra.

Meu tio me disse que esses homens que moravam nessa terra, não faziam mal a nenhum outro animal, que tivesse vida e que tivesse espírito. Só comia o rabanete, pois desconhecia a existência de um espírito nos rabanetes.

Pelo que me disse, o homem possui pêlos, mas não muito como os macacos, eles também nadam, mas não possuem barbatana de peixe, possuem quatro patas, mas só usam duas para caminhar.

- Nunca vi esse animal que caminha sob duas patas, mas possuo grande estima por essa espécie desconhecida. Com toda certeza possui muito mais espírito que os macacos, que comem caramujos indefesos como eu. – Afirmou o caramujo, interrompendo a tartaruga.

- Pode ter certeza que jamais me alimentei de um único caramujo, e nem vou comer enquanto crescer frutas nessa floresta. Posso não ter grande espírito como esse animal que caminha sob duas patas, mas com certeza tenho bom gosto para escolher o que vou comer.

- E esse animal que caminha sob duas patas, é grande? – pergunta o Bicho Preguiça, interrompendo a discussão entre o macaco e o caramujo.

- Nunca vi essa espécie de homens, que tivesse tal espírito em relação ao gênero animal, mas meu tio disse que eram maiores que um macaco e menores que um urso.

- Nunca vi esse animal de nome de urso – diz o bicho preguiça, que jamais havia saído daquele pedaço de terra.

- Em uma de minhas viagens, fui parar em uma terra que moravam muitos ursos. O urso é um grande animal, é da família da raposa, porém é maior que a raposa.

- Também nunca vi essa raposa – diz o macaco

- A raposa se parece um coelho grande, só que a raposa não sabe pular, anda sob quatro patas, tem dentes afiados que serve para comer coelhos desavisados. E antes que alguém pergunte o que é um coelho, o coelho é um rato, só que é um rato grande que pula. Outro dia eu falo sobre todos os animais que eu conheço e todos os animais que meu tio conheceu. Mas voltando a falar sobre os homens, eles tinham o poder da alquimia para criar o fogo, quando julgavam necessário.

- Nunca imaginei que a natureza pudesse criar um animal, com tamanha versatilidade e tamanhas virtudes. E eu me impressionava com a mudança de cores do camaleão e com a lagarta, que nasce na forma de um animal pouco estimado, mas que morre na forma de uma linda e imponente borboleta – comentou o caramujo.

- Essa é a vantagem de ser tartaruga e de poder viver por tantos anos, nós podemos conhecer terras nunca antes imaginadas, por outros animais. Mas infelizmente esses homens de grande estima, foram mortos por outros homens, que chegaram naquele pedaço de terra e talvez eu nunca vá conhecer essa espécie de homens de grande espírito.

Esses outros homens, que por certo não tinham espírito, mataram os outros homens e outros animais, sem nenhum motivo aparente. Meu tio me disse que não havia diferença física, entre os homens de bom espírito e os outros homens que não tinham espírito algum.

Meu tio contou que esses homens ficavam extremamente contente, quando encontravam nos rochedos, pedaços de pedra amarelada e outras pedras brilhantes, que jamais teve serventia para nenhum outro animal, a não ser para aqueles homens de nenhum espírito.

- Jamais pensei que essas pedras amareladas, tivessem qualquer importância para qualquer animal. – comentou o bicho preguiça.

- Eu também nunca vi serventia nessas pedras – ressaltou o macaco

- E isso não é tudo, continuou a tartaruga – Depois que meu tio conheceu essa espécie, eu fui conhecer outras terras ao lado dele, fomos conhecer terras mais distantes, para não encontrar animais tão pobres de espírito, como aquela espécie de
homens.

Chegamos a uma terra onde tinham poucas árvores em pé e muitas árvores caídas, pensei que por certo era os desígnios da natureza, que fez com que todas aquelas árvores caíssem.

Achei estranho e perguntei para uma coruja, que repousava em uma das poucas árvores que resistiam em pé. Perguntei qual fora à desgraça que tinha assolado aquele pedaço de terra, que por certo havia sido renegada pela natureza.

A coruja de muita idade e muita sabedoria, disse que o motivo foi à chegada de homens que chegaram pelo mar, onde usavam troncos de árvores, para ir de um pedaço de terra para outro pedaço de terra. E que desde que chegaram ali, não faziam outra coisa além de derrubarem árvores.

Mas a coruja disse que não sabia o motivo, para que esses homens de pouco espírito, derrubarem tão estimadas árvores, que por certo tinham mais de um século de existência.

A coruja contou que naquela ilha sem árvores, também existiam homens de bom espírito, mas que tinham tido o mesmo fim, dos outros homens da terra das pedras amareladas.

- Mas qual a serventia de uma árvore caída? – Perguntou o macaco

- Não sei qual a serventia de uma árvore caída, nenhum outro animal soube responder, o motivo de derrubar uma árvore. A única coisa que eu sei, é que eu, meu tio e outras tartarugas, fomos embora daquele pedaço de terra, para se ver livre daquela espécie de homens.

Chegamos a uma terra, onde era mais desgraçada que as duas anteriores. Ao chegar nessa terra, conhecemos um urubu que se achava muito contente naquela terra.

- Sejam bem vindos, se os homens não caçarem tartarugas, por certo irão julgar essa terra, como a terra mais proveitosa, que já conheceram em seus longos anos de vida.

- E cadê os outros animais só se vêem urubus nessa terra?

- Antes essa terra era repleta de animais de várias espécies, mas desde que os homens chegaram, alguns animais foram caçados, outros fugiram para outras terras e os que ficaram se escondem dos homens. Mas nós os urubus, não temos o que reclamar, pois comida é o que não nos faltam, tem até para escolher – gargalhou o urubu.

Depois de algum tempo naquele pedaço de terra, nós entendemos motivo para os urubus terem admirado aquela terra. Conhecemos outras terras próximas, que foram muito recomendadas pelos urubus.

E cada terra que visitávamos, era um animal que os homens caçavam. Os homens caçavam elefantes, não para comer a sua carne, mas sim, para retirar as suas presas, e o mesmo servia para os rinocerontes, onde retiravam somente o seu chifre.

Meu tio e as outras tartarugas mais velhas, afirmavam que aquela terra havia sido renegada pela natureza. Disseram que jamais tinham visto terras como aquelas, onde se via tantas carcaças de animais, onde os urubus faziam suas refeições contentes, com tamanha fartura.

- Esses homens caçavam caramujos? – Perguntou o caramujo

- Não tive conhecimento, se os caramujos fazem parte da lista dos animais que os homens caçam ou caçavam.

- Mesmo o homem não perseguindo nós os caramujos, posso garantir que jamais conheci um animal tão desprezível. Jamais tive conhecimento de qualquer outro animal, que mate outro animal sem que seja para matar a sua fome.

- Também não conheço qualquer outro animal, que siga essa filosofia – Complementou o bicho preguiça.

Quando saímos daquela terra – continuou a tartaruga – A nossa desgraça foi ainda maior. Pois chegamos a uma terra onde os homens caçavam tartarugas. Meu tio e outras tartarugas acabaram sendo caçadas, onde seu casco era retirado pelos homens, que recusavam a nossa carne. Queriam apenas o casco.

Eu e outras poucas tartarugas conseguimos fugir daquela terra maldita, onde jamais voltarei. Espero que esses homens não venham habitar esse pedaço de terra, para que não cacem nenhum animal, não derrube nenhuma árvore e nem venham retirar essas pedras amareladas, que não tem serventia para nenhum outro animal.

Os homens que conheci, eram menores que um urso, como tinha dito, não tinha grandes garras, nem grandes presas, não tinha nada que pudesse usar para atacar ou se defender de outro animal. Mas eles usavam outras virtudes, para caçar outros animais. Virtudes que não sei explicar ao certo se algum outro animal possui.

Eles usavam os elementos da natureza para poder criar ferramentas, que facilitavam a sua caçada, assim como a madeira e o fogo. E ao contrário dos homens que meu tio conheceu, esses homens se alimentavam somente de carne de outros animais.

- Mas que animal é esse, que só se contenta com o que não tem serventia? – Contestou o macaco de forma indignada, com a filosofia desses homens.

- Por certo estive enganado, quando fiz bom juízo dessa espécie desconhecida e que espero não conhecer. – Afirmou o bicho preguiça.

- Realmente é uma espécie interessante, em seu gênero. Seu tio conheceu uma espécie de homens de bom espírito, que respeitavam outros animais, as árvores e que nem se importavam com as pedras amareladas e as pedras brilhantes. Já você tartaruga, só teve contato com homens que não tinham espírito algum. – disse o caramujo

- Isso mesmo caramujo, tem macacos que não comem caramujo, outros que comem caramujo, tem cobra que come macaco, mas existem cobras que só comem ratos e outras cobras nem ratos comem. Assim como tem homem que só come couve flor e outros que comem outros animais, matam outros homens por causa de pedras sem serventia, derrubam árvores, arrancam chifre de rinoceronte, presas de elefante e casco de tartaruga.

- Mas eu consigo reconhecer as cobras que não comem macaco, assim como sei quais os macacos que comem caramujo, mas se os homens são iguais, como reconhecer, os homens que tem espírito e os homens que não tem espírito algum? – Perguntou o macaco.

- Essa é a grande questão, como reconhecer um homem que tem um grande espírito, e reconhecer outro homem que não tem espírito algum? Questionou a tartaruga, sabendo que não obteria tal resposta.

domingo, 3 de abril de 2011

O dia em que o fósforo não acende




O pênis é a figura perfeita da autonomia de um ser, é temperamental só trabalha quando quer, é um sindicalista nato. Não adianta pedir para fazer hora extra, quando no máximo topa um trabalho de meio período, isso quando aceita trabalhar.

Os motivos para a moral não levantar, são os mais variados possíveis. Pode ser de ordem física, como uma disfunção erétil, cansaço ou problemas no trabalho (a dor de cabeça masculina) e tb o uso da camisinha, que apesar da importância mais do que conhecida, geralmente diminui a sensibilidade do pênis e com isso, pode ocorrer meio período de trabalho ou greve geral mesmo.

Outras vezes é psicológica mesmo, dependendo o caso pode ocorrer por insegurança, principalmente quando o relacionamento é recente, e ainda não se tem tanta intimidade.

Às vezes o homem deseja tanto aquela mulher, que na hora a ansiedade toma conta, e prejudica o ato. Se a mulher for muito bonita, e o homem tiver baixa autoestima, pode influenciar no desempenho.

Às vezes o homem se preocupa tanto em não falhar, que acaba falhando, como diz o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo: O medo de perder tira a vontade de ganhar.

Não adianta virem com pesquisas, que comprovem que falhar na hora é mais comum do que se imagina. O homem tem em seu gene, a necessidade de procriação, é essa a função do homem, mesmo que não tenha mais necessidade de procriação, essa característica ainda resiste apesar do mundo ter gente até demais.

E o fato de broxar, afeta bastante o homem, podendo prejudicar o relacionamento, principalmente se o relacionamento está no inicio.

Mas o fato de broxar, não é uma exclusividade do homem, a mulher também broxa. Caso você mulher, que está lendo agora e não concorde comigo, imagine você no quarto com o jogador Inglês David Beckham. Legal, certo?

Agora imagine o jogador inglês David Beckham só de calcinha?*

A umidade relativa do ar (como diz a minha amiga Jan), que estava em alta, quase alagando, passa por uma seca lastimável, em uma velocidade incrível.

São coisas assim que fazem com que a mulher perca o tesão, assim como um homem em uma noite, peça para que você realize o famoso “fio terra” nele. Não só de fantasias extravagantes que fazem com que a mulher perca o tesão.

O tamanho também pode influenciar, tenho uma amiga que não quis transar pelo fato dela ter achado muito pequeno, e outra amiga desistiu por ter achado muito grande. As posições também podem prejudicar a mulher na hora de ter o orgasmo. Tem homem que não varia de posição, já outros não tem paciência para ficar muito tempo na mesma posição.

A mulher deve falar de que jeito gosta de transar, se gosta de um ritmo mais forte, ou mais fraco, as posições que sente mais prazer e principalmente, não fingir orgasmo.

Pois a mulher que finge orgasmos, para agradar o homem, mente duas vezes. Além de mentir para o homem, mente para si, que é muito pior. Pois a mulher deve buscar ao máximo, seu tão valioso orgasmo. E cabe a mulher, chegar a um acordo com o homem, para conseguir encontrar o melhor modo, para chegar ao orgasmo.

O homem é diferente, é reativo, a racionalidade do homem está em seu gene, o homem se excita com muito mais facilidade, o homem depende apenas da visão, se o homem ver uma bunda, já é o suficiente para que já fique excitado.

Já a mulher depende de um conjunto de fatores, para que fique excitada, a mulher precisa gostar do que está vendo, do que está ouvindo, tem que gostar do toque, do beijo, da segurança, que o homem esteja te proporcionando no momento, e mais outros fatores que façam com que a umidade do ar, se eleve.

A realização de fantasias sexuais pode ser o caminho, certo para a libertação de qualquer tipo de pudor. É muito importante o dialogo, uma boa comunicação na cama, é um grande passo para a continuidade de um relacionamento, sem contar que é um ótimo meio para que o tesão aumente ainda mais, para que nem passe pela cabeça (literalmente) a idéia de broxar.



* David Beckham, assumiu certa vez que às vezes usava calcinha, assim como a sua esposa, usava suas cuecas.

sábado, 5 de março de 2011

O sentimento da perda



“O Ser humano tem o triste hábito de só valorizar aquilo, quando se perde”. Quem escreveu essa frase, foi um camarada que eu gosto muito do que ele escreve chamado: Marcel Proust, que morreu ainda na década de 20. Não vou escrever sobre Proust e suas teorias, mas sim sobre o que reflete essa frase e todo o seu contexto.

Enfim, fato que essa frase reflete a mais absoluta verdade, se assim pode-se dizer. A veracidade dessa frase do Proust, pode se constatar em muitas ocasiões, principalmente em relacionamentos amorosos.

Há um tempo, escrevi a crônica: “Os Brutos também amam”, onde relatei a dificuldade que os homens sentem em lidar com seus sentimentos. Citei nessa crônica, o caso do meu amigo, que só passou a valorizar e reconhecer o que sentias por sua noiva, depois dela ter terminado com ele.

No caso desse meu amigo, ele só pode constatar o amor que ele sentia após ter perdido sua noiva. Mas porque muitas vezes nós só nos damos conta do amor que sentimos, quando a pessoa que amamos,nos deixa?

Isso acontece não só no amor, mas no trabalho, nas escolhas que fazemos ao longo de nossas vidas. Quem nunca disse aquela velha frase: “Eu era feliz e não sabia”, “se eu pudesse voltar no tempo, eu voltaria”???

É sempre difícil ter a consciência de que determinadas coisas, nunca mais voltarão. É um sentimento de vazio que sentimos dentro de si. Um sentimento de inutilidade, um sentimento de remorso, e de culpa muitas vezes. É devastador ter a certeza de não ter uma segunda chance, de viver certos momentos e não cometer os mesmos erros.

Talvez esse sentimento não seja propriamente amor, muitas vezes é apenas orgulho ferido. Não é difícil encontrar pessoas, que não aceitam o fim de um relacionamento. Muitas vezes é nutrido um sentimento de posse, onde a pessoa seja homem ou mulher, faz ameaças, começam a praticar a famosa tortura psicológica, para ter a pessoa amada de volta.

Quando esse sentimento sai de controle, acabam acontecendo os crimes passionais. Na maioria dos casos, praticado por homens, justamente devido à falta de controle emocional, como já foi citado.

Analisando os meus relacionamentos, pude constatar que todas as mulheres que nutri um sentimento mais intenso, foram exatamente às mulheres pelo qual não tive em meus braços. Por algum erro, por algumas falhas, perdi certas oportunidades.

Mas infelizmente, nós só aprendemos a valorizar na saudade, é no vazio que se aperta o coração, e que temos a nítida certeza que aquela pessoa faz falta. Só com o tempo e com a maturidade que conquistamos ao longo dos anos, aprendemos a deixar de perder as boas oportunidades que a vida nos oferece.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Eu te amo, mas sou feliz sem você




No final de novembro fui buscar minha mãe que chegava de Portugal, enquanto aguardava o vôo dela chegar, resolvi ir até uma livraria do próprio aeroporto a fim de passar o tempo. E nesse tempo tive a oportunidade de ver um livro com um título um tanto quanto curioso “Eu te amo, mas sou feliz sem você”.

Esse livro do autor Jaime Jeramilo, da editora Academia, aborda como tema principal, o amor egoísta. Dos amores em que vivemos muitas vezes em nossas vidas, fala da necessidade que temos de depositar a nossa felicidade e nossas realizações em algo ou alguém, fala do apego seja afetivo, material ou ideológico que nutrimos durante nossas vidas.

Confesso que nunca amei uma mulher verdadeiramente, para que pudesse ter esse tipo de amor, mas tive esse amor egoísta pelo meu trabalho. Onde por quase um ano deixei minha vida social, para viver exclusivamente para o meu trabalho, tudo para conseguir ter o tão almejado sucesso profissional.

Enfim, consegui meu objetivo em outra empresa, mas depois vi que a minha felicidade não dependia apenas de um cargo, mas sim de outros fatores, que abdiquei por considerar de menor importância.

O livro em si, abrange mais os relacionamentos, onde se costuma presenciar com mais facilidade essa constante. Tinha escrito em outra oportunidade, que a carência afetiva a falta de auto-estima, faz com que pessoas se submetam a viver com quem não se ama. É o conhecido “relacionamento acomodado”.

Muitas vezes o medo da solidão, o medo de não encontrar outra pessoa que queira ter um relacionamento sério, faz com que se mantenha um relacionamento frustrado.
A aversão ao novo, o medo de se arriscar e se arrepender-se, faz com que na maioria das vezes nos acomodemos com situações desagradáveis.

Conheci uma mulher, que nunca amou o marido, se casou pelo fato de ter engravidado, não conhecia a sensação de ter um orgasmo, mas apesar de ser bonita, não pedia o divorcio, devido ao filho, a dependência financeira, devido à religião, pois é evangélica e devido à família, pois não entenderia a sua posição de se separar de seu marido.

E para amenizar tudo isso, passava a madrugada em salas de bate-papo praticando sexo virtual, para se sentir desejado por outros homens, fato que não acontecia com o seu marido. Tinha essa rotina diária, para assim, amenizar o que sentia amenizar sua falta de coragem em buscar a sua felicidade, buscar se sentir completa e livre, coisa que nunca vivenciou.

Apesar de eu não ser muito fã de livro de auto-ajuda, esse livro “Eu te amo, mas sou feliz sem você”, pode ser uma solução para aquela pessoa, que busca se libertar de um amor narcisista, daquela relação que provoca mais sofrimento do que alegria. É sempre bom termos esperança de salvar uma relação, mas nunca devemos abrir mão da nossa felicidade, por um casamento ou por emprego, como foi o meu caso.

domingo, 7 de novembro de 2010

Infidelidade Congênita



Sábado estava em um bar, com algumas amigas, e por acaso ouvi um Funk que me chamou a atenção por sua letra, o refrão da música dizia o seguinte:

“No mundo em que vivo, não vale a pena ser fiel
Quem vive de amor é dono de motel.
Para que eu vou amar, se mais tarde eu posso sofrer
Pois não sei o sentimento que está dentro de você
Hoje em dia o bagulho ta louco, ta todo mundo mentindo
Por isso que eu vou continuar traindo...”.

Será que a fidelidade está tão banalizada e desacreditada assim?

Não sei, mas Nelson Rodrigues já dizia que amar é ser fiel a quem nos trai. Falando em Nelson, era notório em sua obra o tema da traição. Em seus contos quase sempre era possível achar algum personagem infiel.

Onde eu morava tinha um amigo, que tinha um relacionamento fixo com duas mulheres, conhecia a família das duas e amava as duas. Uma era amor, nela ele se sentia seguro, era carinhosa, puritana e dedicada e a outra sentia paixão, um imenso tesão, com ela, ele podia se realizar sexualmente, podia se entregar aos desejos da carne.

Dessa história infelizmente eu não sei o final, não sei se ele continuou com esse relacionamento dúbio, se já casou com uma das duas, ou se foi abandonado pelas duas.

Ele assim, como muitos homens era um canalha, mas um canalha com princípios, com sentimentos nobres em relação às duas mulheres de sua vida. Não era uma relação onde ele engana a namorada e usa a amante vendo a mesma como um pedaço de alcatra, era algo lúdico, mesmo sendo absurdo, de acordo com o padrão de monogamia atual.

Muitas vezes a pessoa trai por carência, auto-afirmação, vingança, vaidade, fetiche, bebedeira…etc). Razões não faltam para tal feito.

Homens e mulheres traem muito mais do que há 30 anos, com a liberação sexual e a liberdade conquistada pelas mulheres, fez com que aumentasse o número de mulheres que traem, mas ainda assim, o homem se supera nesse quesito.

O homem é mais sexual, mais carnal, por isso que na maioria das vezes trai na primeira oportunidade que tiver. O homem quando trai deixa o coração de lado, somente usa o corpo. Ele pode trair simplesmente por desejo de ocasião, sem deixar de amar sua mulher.

Já a mulher em sua maioria, trai com o coração, invariavelmente a mulher precisa de um motivo que justifique sua traição, ao contrário de muitos homens que necessitam apenas de uma oportunidade, para consumar tal ato.

A internet é uma vilã, que facilita ainda mais algum possível deslize. Em salas de bate-papo a mulher cândida, resignada, pode encontrar um homem que sinta desejo por ela, coisa que o marido deixou de sentir.
Em sites de relacionamentos, maridos entediados buscam sexo fácil, um outro corpo para fugir da rotina angustiante que se transforma o casamento, como acontece em muitos casos.

Fatos como esse do meu amigo, relacionado à traição, me faz lembrar de uma frase de um amigo gaúcho, que disse certa vez, quando estávamos falando sobre o tema que:“cachorro só fuça o lixo do vizinho quando não se tem comida em casa”.

Analogia genial, na maioria dos casos, que vai de encontro ao que eu penso, pois acredito que a fidelidade em si, esteja atrelada ao tesão, ao desejo que se tem em relação a pessoa que deita ao seu lado, em sua cama.

A infidelidade é congênita, e estamos propícios a pular a cerca desde o nascimento, está enraizado em nossos genes, que provém de nossa árvore genealógica, onde a poligamia era praticada por nossos antepassados. Sendo que no oriente médio, tal prática é usada até os dias de hoje.

A solução para fugir de uma eventual traição, pode ser simples, é sempre bom dar asas a nossa imaginação aos nossos desejos, buscar a realização da nossa fantasia, sem ter constrangimento de pedir para a pessoa que está ao nosso lado. Uma visita a um sex shop, pode ser a solução para evitar, uma possível traição e por conseqüência o término de um relacionamento. O baralho ou o livro do Kama Sutra é uma boa pedida, pois não é por acaso que as posições do Kama Sutra, fazem sucesso entre os casais, desde o século IV.
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