sábado, 5 de março de 2011

O sentimento da perda



“O Ser humano tem o triste hábito de só valorizar aquilo, quando se perde”. Quem escreveu essa frase, foi um camarada que eu gosto muito do que ele escreve chamado: Marcel Proust, que morreu ainda na década de 20. Não vou escrever sobre Proust e suas teorias, mas sim sobre o que reflete essa frase e todo o seu contexto.

Enfim, fato que essa frase reflete a mais absoluta verdade, se assim pode-se dizer. A veracidade dessa frase do Proust, pode se constatar em muitas ocasiões, principalmente em relacionamentos amorosos.

Há um tempo, escrevi a crônica: “Os Brutos também amam”, onde relatei a dificuldade que os homens sentem em lidar com seus sentimentos. Citei nessa crônica, o caso do meu amigo, que só passou a valorizar e reconhecer o que sentias por sua noiva, depois dela ter terminado com ele.

No caso desse meu amigo, ele só pode constatar o amor que ele sentia após ter perdido sua noiva. Mas porque muitas vezes nós só nos damos conta do amor que sentimos, quando a pessoa que amamos,nos deixa?

Isso acontece não só no amor, mas no trabalho, nas escolhas que fazemos ao longo de nossas vidas. Quem nunca disse aquela velha frase: “Eu era feliz e não sabia”, “se eu pudesse voltar no tempo, eu voltaria”???

É sempre difícil ter a consciência de que determinadas coisas, nunca mais voltarão. É um sentimento de vazio que sentimos dentro de si. Um sentimento de inutilidade, um sentimento de remorso, e de culpa muitas vezes. É devastador ter a certeza de não ter uma segunda chance, de viver certos momentos e não cometer os mesmos erros.

Talvez esse sentimento não seja propriamente amor, muitas vezes é apenas orgulho ferido. Não é difícil encontrar pessoas, que não aceitam o fim de um relacionamento. Muitas vezes é nutrido um sentimento de posse, onde a pessoa seja homem ou mulher, faz ameaças, começam a praticar a famosa tortura psicológica, para ter a pessoa amada de volta.

Quando esse sentimento sai de controle, acabam acontecendo os crimes passionais. Na maioria dos casos, praticado por homens, justamente devido à falta de controle emocional, como já foi citado.

Analisando os meus relacionamentos, pude constatar que todas as mulheres que nutri um sentimento mais intenso, foram exatamente às mulheres pelo qual não tive em meus braços. Por algum erro, por algumas falhas, perdi certas oportunidades.

Mas infelizmente, nós só aprendemos a valorizar na saudade, é no vazio que se aperta o coração, e que temos a nítida certeza que aquela pessoa faz falta. Só com o tempo e com a maturidade que conquistamos ao longo dos anos, aprendemos a deixar de perder as boas oportunidades que a vida nos oferece.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Eu te amo, mas sou feliz sem você




No final de novembro fui buscar minha mãe que chegava de Portugal, enquanto aguardava o vôo dela chegar, resolvi ir até uma livraria do próprio aeroporto a fim de passar o tempo. E nesse tempo tive a oportunidade de ver um livro com um título um tanto quanto curioso “Eu te amo, mas sou feliz sem você”.

Esse livro do autor Jaime Jeramilo, da editora Academia, aborda como tema principal, o amor egoísta. Dos amores em que vivemos muitas vezes em nossas vidas, fala da necessidade que temos de depositar a nossa felicidade e nossas realizações em algo ou alguém, fala do apego seja afetivo, material ou ideológico que nutrimos durante nossas vidas.

Confesso que nunca amei uma mulher verdadeiramente, para que pudesse ter esse tipo de amor, mas tive esse amor egoísta pelo meu trabalho. Onde por quase um ano deixei minha vida social, para viver exclusivamente para o meu trabalho, tudo para conseguir ter o tão almejado sucesso profissional.

Enfim, consegui meu objetivo em outra empresa, mas depois vi que a minha felicidade não dependia apenas de um cargo, mas sim de outros fatores, que abdiquei por considerar de menor importância.

O livro em si, abrange mais os relacionamentos, onde se costuma presenciar com mais facilidade essa constante. Tinha escrito em outra oportunidade, que a carência afetiva a falta de auto-estima, faz com que pessoas se submetam a viver com quem não se ama. É o conhecido “relacionamento acomodado”.

Muitas vezes o medo da solidão, o medo de não encontrar outra pessoa que queira ter um relacionamento sério, faz com que se mantenha um relacionamento frustrado.
A aversão ao novo, o medo de se arriscar e se arrepender-se, faz com que na maioria das vezes nos acomodemos com situações desagradáveis.

Conheci uma mulher, que nunca amou o marido, se casou pelo fato de ter engravidado, não conhecia a sensação de ter um orgasmo, mas apesar de ser bonita, não pedia o divorcio, devido ao filho, a dependência financeira, devido à religião, pois é evangélica e devido à família, pois não entenderia a sua posição de se separar de seu marido.

E para amenizar tudo isso, passava a madrugada em salas de bate-papo praticando sexo virtual, para se sentir desejado por outros homens, fato que não acontecia com o seu marido. Tinha essa rotina diária, para assim, amenizar o que sentia amenizar sua falta de coragem em buscar a sua felicidade, buscar se sentir completa e livre, coisa que nunca vivenciou.

Apesar de eu não ser muito fã de livro de auto-ajuda, esse livro “Eu te amo, mas sou feliz sem você”, pode ser uma solução para aquela pessoa, que busca se libertar de um amor narcisista, daquela relação que provoca mais sofrimento do que alegria. É sempre bom termos esperança de salvar uma relação, mas nunca devemos abrir mão da nossa felicidade, por um casamento ou por emprego, como foi o meu caso.

domingo, 7 de novembro de 2010

Infidelidade Congênita



Sábado estava em um bar, com algumas amigas, e por acaso ouvi um Funk que me chamou a atenção por sua letra, o refrão da música dizia o seguinte:

“No mundo em que vivo, não vale a pena ser fiel
Quem vive de amor é dono de motel.
Para que eu vou amar, se mais tarde eu posso sofrer
Pois não sei o sentimento que está dentro de você
Hoje em dia o bagulho ta louco, ta todo mundo mentindo
Por isso que eu vou continuar traindo...”.

Será que a fidelidade está tão banalizada e desacreditada assim?

Não sei, mas Nelson Rodrigues já dizia que amar é ser fiel a quem nos trai. Falando em Nelson, era notório em sua obra o tema da traição. Em seus contos quase sempre era possível achar algum personagem infiel.

Onde eu morava tinha um amigo, que tinha um relacionamento fixo com duas mulheres, conhecia a família das duas e amava as duas. Uma era amor, nela ele se sentia seguro, era carinhosa, puritana e dedicada e a outra sentia paixão, um imenso tesão, com ela, ele podia se realizar sexualmente, podia se entregar aos desejos da carne.

Dessa história infelizmente eu não sei o final, não sei se ele continuou com esse relacionamento dúbio, se já casou com uma das duas, ou se foi abandonado pelas duas.

Ele assim, como muitos homens era um canalha, mas um canalha com princípios, com sentimentos nobres em relação às duas mulheres de sua vida. Não era uma relação onde ele engana a namorada e usa a amante vendo a mesma como um pedaço de alcatra, era algo lúdico, mesmo sendo absurdo, de acordo com o padrão de monogamia atual.

Muitas vezes a pessoa trai por carência, auto-afirmação, vingança, vaidade, fetiche, bebedeira…etc). Razões não faltam para tal feito.

Homens e mulheres traem muito mais do que há 30 anos, com a liberação sexual e a liberdade conquistada pelas mulheres, fez com que aumentasse o número de mulheres que traem, mas ainda assim, o homem se supera nesse quesito.

O homem é mais sexual, mais carnal, por isso que na maioria das vezes trai na primeira oportunidade que tiver. O homem quando trai deixa o coração de lado, somente usa o corpo. Ele pode trair simplesmente por desejo de ocasião, sem deixar de amar sua mulher.

Já a mulher em sua maioria, trai com o coração, invariavelmente a mulher precisa de um motivo que justifique sua traição, ao contrário de muitos homens que necessitam apenas de uma oportunidade, para consumar tal ato.

A internet é uma vilã, que facilita ainda mais algum possível deslize. Em salas de bate-papo a mulher cândida, resignada, pode encontrar um homem que sinta desejo por ela, coisa que o marido deixou de sentir.
Em sites de relacionamentos, maridos entediados buscam sexo fácil, um outro corpo para fugir da rotina angustiante que se transforma o casamento, como acontece em muitos casos.

Fatos como esse do meu amigo, relacionado à traição, me faz lembrar de uma frase de um amigo gaúcho, que disse certa vez, quando estávamos falando sobre o tema que:“cachorro só fuça o lixo do vizinho quando não se tem comida em casa”.

Analogia genial, na maioria dos casos, que vai de encontro ao que eu penso, pois acredito que a fidelidade em si, esteja atrelada ao tesão, ao desejo que se tem em relação a pessoa que deita ao seu lado, em sua cama.

A infidelidade é congênita, e estamos propícios a pular a cerca desde o nascimento, está enraizado em nossos genes, que provém de nossa árvore genealógica, onde a poligamia era praticada por nossos antepassados. Sendo que no oriente médio, tal prática é usada até os dias de hoje.

A solução para fugir de uma eventual traição, pode ser simples, é sempre bom dar asas a nossa imaginação aos nossos desejos, buscar a realização da nossa fantasia, sem ter constrangimento de pedir para a pessoa que está ao nosso lado. Uma visita a um sex shop, pode ser a solução para evitar, uma possível traição e por conseqüência o término de um relacionamento. O baralho ou o livro do Kama Sutra é uma boa pedida, pois não é por acaso que as posições do Kama Sutra, fazem sucesso entre os casais, desde o século IV.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Solidão de nossos tempos


Há um tempo atrás, eu vi uma matéria um tanto quanto curiosa, em que mostrava um japonês que era apaixonado por seu travesseiro. O travesseiro em questão era estampado com uma personagem de mangá (histórias em quadrinhos de origem japonesa).

O dito cujo, anda para onde for com seu travesseiro de 1 metro, inclusive leva para jantar, pedindo mesa para dois, viaja, colocando o travesseiro no banco do carona de seu carro, como se fosse uma namorada de verdade.

Esse homem deu uma entrevista para a rede britânica de televisão BBC, dizendo que se apaixonou pelo travesseiro, pelo fato de não amar e não ser amado por nenhuma mulher de verdade. Disse que devido à solidão, se apaixonou pelo seu travesseiro, pois ao lado de seu travesseiro se sentia bem, se sentia reconfortado. Isso tudo aconteceu devido a solidão.

A solidão é um dos males que assombra as pessoas nos dias de hoje, a carência afetiva se evidência cada vez mais, a cada ano que passa as pessoas estão mais carentes, mais sozinhas em si. Quanto mais criam ferramentas, atalhos para diminuírem a distancia um do outro, mais nos sentimos sozinhos.

Conheço muitas pessoas que mantém um relacionamento frustrado, para não ficar só, o medo da solidão faz suportar dormir ao lado de alguém que não se ama. É por esse motivo que muitos relacionamentos começam e pelo mesmo motivo que não terminam. Tudo pela dependência de ter alguém ao nosso lado, o medo de ficar só.

Muitas pessoas tentam de todos os modos conquistarem o amor de alguém, mesmo sabendo que nunca irá conseguir tal reciprocidade de seu amor.

Nunca devemos forçar alguém a nos amar, nem sentir culpa pelo fato de não termos conquistado o amor da pessoa desejada. O amor é um sentimento natural, que vem derrepente, num rompante de desejo, ou vem com o tempo, ou simplesmente não vem.

O amor de um jamais irá suprir a falta de amor do outro. Posso dizer “Eu te amo” para a pessoa amada, mas jamais exigir que o outro também o diga com a mesma intensidade e com a mesma sinceridade. O amor só cresce e florece à sombra de outro amor, nunca vingará na ausência de tal sentimento. Você pode possuir o corpo, mas jamais o espírito da pessoa que se ama.

É frustrante amar por toda uma vida o vazio, um espelho onde só é possível ver o seu próprio amor refletido. Se tal feito for vivido, com certeza é uma experiência dolorosa, onde não vale a pena tal sacrifício.

Dentre os meus relacionamentos efêmeros, já tive oportunidades de ver algumas demonstrações de mulheres que se diziam apaixonadas por mim.

Mas acredito que o motivo de tal sentimento, seja o fato de ver em mim, a figura daquele que iria libertá-las da solidão, pelo fato de num curto espaço de tempo eu ter saciado a carência que sentiam. O fruto de tal sentimento foi à carência e o vazio, a solidão que sentiam dentro de si. Digo isso com conhecimento de causa, pois na minha adolescência, todos os meus amores platônicos, eram fruto da carência que sentia.
Enquanto escrevo esse texto, milhares de pessoas estão enclausuradas em salas de bate-papo, muitas procurando a perfeição que não encontram em si.

Muitas pessoas procuram alguém para andarem mãos dadas, fazer desenhos em nuvens, alguém para dividir as alegrias e as tristezas, procuram alguém em quem confiar, procuram alguém para curar a solidão que sentem.

É possível ter casado, noivado, viver cercado de pessoas, e mesmo assim estar só, a solidão não é o fato de simplesmente estar só, é um estado de espírito que é necessário ser vivido para ser compreendido.

A solidão pode ser algo momentâneo como a alegria e a tristeza. Como pode ser intensa como a paixão, ou duradoura como o amor.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Sexo dos Anjos


O sexo é sagrado ao mesmo tempo em que é profano
O sexo pode ser tudo ou pode ser nada
O sexo pode ser a salvação ou a perdição de uma pessoa
Vai do frenesi com rompantes de desejos e de ternura
O sexo é transgressor, é paradoxalmente excitante
É o momento de glória para o homem

O sexo é lúdico, é contemporâneo
O sexo pode ser político
Pode ser socialista, pode ser comunista
Pode ser neo liberalista, pode ser burocrático
Pode ser de esquerda, de direita, por cima ou baixo
Na cama ou em baixo da chuva

O orgasmo é o elixir do Deuses, um ato sagrado
Que fora abençoado pelos anjos.
É puritano é efêmero
É biológico e metafísico
Pode ser para toda uma vida
Como pode ser apenas por uma noite

O sexo deve ser vivido e explorado em toda sua magnitude
Em toda sua essência, o sexo é transformador
É apoteótico, é o momento único
Transforma meninos em homens
E transforma mulheres em Deusas

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Desejo de Colombina



A colombina ama o Pierrot, mas morre de desejo pelo Arlequim. O canalha representado por Alerquim é o amante ensandecido, que tortura os pensamentos de luxúria de Colombina. Que ao mesmo tempo, se divide entre o amor lúdico de Pierrot, um amor puro, pelo qual Colombina sempre sonhou.

Essa representação do conto carnavalesco de Colombina é o mais puro retrato da paixão, que muitas mulheres nutrem pelo canalha. O canalha é sedutor, tem um brilho no olhar que encanta e que enfeitiça as mulheres de um modo geral. Ele tem o dom de falar a palavra certa na hora certa, falar aquilo que uma mulher precisa ouvir naquele momento.

O bonzinho que no conto carnavalesco é representado pelo Pierrot, é o par ideal para ter um relacionamento estável, para ter filhos e construir uma família. Mas na maioria das vezes, o bonzinho não sacia o desejo da mulher, como o canalha o faz tão bem. Com o bonzinho a menina vira esposa, já com o canalha a menina vira mulher.

Nem sempre o canalha é o mais bonito, nem o mais inteligente, muitas mulheres tem dificuldade para encontrar uma razão racional, uma razão lógica para terem se apaixonado tão intensamente pelo canalha.

Conheço história de mulheres devotas, fiéis a seus maridos, que trocaram um casamento de anos e anos, por uma efêmera aventura amorosa com um canalha. A imprevisibilidade do canalha seduz facilmente, a mulher entediada com a rotina e a tranqüilidade proposta pelo homem devoto, muitas vezes representado pelo próprio marido.

O bonzinho é aquele que procura ser o príncipe encantado, é romântico, leva sempre uma caixa de chocolate, manda flores e poemas em que declara seu eterno amor, entre outras coisas do tipo. Esse perfil de homem entendia facilmente a maioria das mulheres.

Apesar do homem bonzinho se encaixar no perfil de homem perfeito, ele não gera a mesma emoção e a mesma expectativa que o canalha. Isso acontece, pois a mulher é apaixonada pelo desafio, ela gosta de usar todo o seu poder de sedução para conquistar um homem. O canalha não se deixa apaixonar facilmente e isso desperta um desejo quase instantâneo de conquistá-lo.

É quase uma questão de honra conquistar um canalha, fazer com que ele se apaixone perdidamente. Quando se consegue conquistar o canalha, todo sofrimento passado, todas as noites em que passou em claro chorando, são recompensadas, quando consegue ter o canalha por completo. Nem que isso seja por um curto espaço de tempo, como acontece na maioria das vezes.


Autoria de
Kadan Cordeiro

sábado, 8 de maio de 2010

Medo de Mulher Bonita




Não é difícil ver mulheres lindíssimas solteiras, que tenham dificuldade em arrumar um namorado, mesmo porque esse tipo de mulher é seletiva por natureza.

Tenho uma amiga que é o retrato desse tema que escrevo. Ela é lindíssima, tanto de corpo, quanto de rosto. Ela no alto de seus 1,95 de altura é uma menina meiga, inteligente, interessantíssima e tem um senso de humor incrível. É raro ver mulheres bonitas, que tenham conteúdo e que não sejam arrogantes de certa forma.

Essa minha amiga, tem uma dificuldade enorme de ter um relacionamento estável. Todo relacionamento que ela começa simplesmente terminam antes mesmo de começar. Ela diz que os homens a deixam sem uma explicação convincente.

Talvez seja sua altura que assuste os homens, que não estejam acostumados a ver mulheres tão altas assim. Mas acredito que o real motivo de sua solidão seja a sua independência. A independência que essa minha amiga ostenta, seria um atrativo a mais na teoria, mas na prática torna-se um repelente de pretendentes, com uma eficácia sem tamanho.

A beleza acompanhada de conteúdo traz a independência, que assusta e que afugenta o macho com sede de dominação. De 30 anos para cá, a mulher conquistou sua tão almejada independência. Hoje a mulher tem o direito de escolher com quem vai para a cama e não mais o contrário, como era de costume.

Hoje a mulher é muito mais vaidosa, valoriza muito mais a beleza de seu corpo, trava uma luta com o tempo e com o espelho. A mulher de hoje em dia é dona de si, tem consciência de sua importância e do seu valor. Mas infelizmente nem tudo são flores, e na maioria das vezes a solidão é o preço a se pagar para ser livre.

Particularmente eu gosto de mulheres independentes, valorizo a personalidade de mulheres que não se deixam levar. Na minha concepção, a inteligência é afrodisíaca, e se nesse caso vier acompanhada da beleza, é um convite para a perdição.

Mas infelizmente vivemos em uma sociedade machista, onde muitos homens se assustam ao ver uma mulher bonita e independente. Todos os homens querem ter uma noite de sexo com uma mulher capa de Playboy, mas somente alguns querem ter um relacionamento com essa mesma mulher. Parece contraditório, mas se tratando de homem não é.

Esse caso me fez lembrar um amigo, que fazia questão de terminar todo relacionamento que começava, ele dizia que fazia isso, pois era orgulhoso demais para aceitar que uma mulher terminasse com ele.

Muitos homens, como esse meu amigo tem atitudes semelhantes, não pelo fato de serem extremamente orgulhosos, mas sim de serem inseguros. Para um homem de auto-estima baixa, ter um relacionamento com uma mulher que tenha esse perfil requer uma segurança e um autocontrole. Pois a concorrência é o preço a se pagar, por ter ao seu lado uma mulher que desperta a cobiça em outros homens.

Caso não se tenha essa segurança, ocorrem crises de ciúmes, que irão ocasionar inúmeras brigas, que por conseqüência leva o relacionamento ao desgaste prematuro.

Eu nunca tive um relacionamento com uma mulher bonita, digo bonita segundo os padrões estéticos atuais. Mas todas tiveram algo que me chamaram atenção, seja o sorriso, o olhar penetrante, sejam os lábios carnudos, seja a personalidade, enfim todas tinham uma beleza peculiar aos meus olhos. Mas todas sem dúvida alguma eram mulheres interessantes, independente de sua beleza.
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